PESQUISA_COLABORAÇÃO_AGRADECIMENTO
O site que você acaba de ler é um romance histórico sobre a vida de Filinto Bastos – e de seu amor por Carolina, a Calu, casados em 1890. Não espere uma biografia no sentido estrito da palavra. Tem forte pesquisa de dados e toma a liberdade, ao usar a "ficção", para que o "próprio personagem" faça a narração. Católico dedicado, líder na luta abolicionista nas Faculdades de Direito de São Paulo e Recife, tradutor poliglota, poeta versátil, jurista de renome, educador nato, respeitado por seus pares nas "lentes" e alunos, democrata nato, defensor dos direitos da mulher e dos mais necessitados, Filinto Bastos foi fiel a seus princípios éticos – o que muito significa. O que as biografias oficiais não contam são suas alegrias nas cidades em que viveu depois de formado – especialmente Amargosa, onde conheceu Calu –, as viagens de passeio pelo Recôncavo e para Feira de Santana, sempre com filhos e netos – alguns criados pelo casal. Mas também as tristezas e mazelas com inúmeras perdas familiares – a começar pelos pais, falecidos quando era criança – e de alguns filhos que se foram ainda no berço, na infância, na juventude e até na idade adulta. Assistiu seus familiares enfrentarem diferentes "pandemias" típicas da segunda parte do século XIX (tifo, tuberculose, esquistossomose…) e da primeira do século XX ("Gripe Hespanhola", entre outras), além de partos feitos em casa. O livro A segunda vida de Filinto Bastos procura trazer o legado que deixou através de inúmeros livros e das muitas famílias que se aliaram à sua saga: Borja, Rocha, Pirajá da Silva, Alcântara Leal, Caldeira, Moraes, Lavigne de Lemos, Solano… Trata-se de um trabalho em progresso que surgiu a partir de uma conversa com a prima Isadora. Em 2022, denominamos Projeto Filinto, criamos e-mail, fizemos telefonemas, disparamos mensagens, visitamos instituições e iniciamos algumas viagens. Em Feira de Santana, onde o Fórum já leva seu nome, o espaço em um casarão centenário preserva sua memória, ao lado de outros ilustres feirenses. Fomos a Amargosa, terra de nossa bisavó (e da fazenda Timbó) e Florianópolis. Mapeamos Salvador em museus, cartórios e visitas particulares. O primo Fernando Bastos Filho, também bisneto, plantou a frondosa Árvore Genealógica. Grande parte do material está no site www.filinto-bastos.com.br. Visite. Hoje, a família se espalha por vários países, cidades e estados – especialmente Salvador e Ilhéus-BA, Vitória-ES, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP e Florianópolis-SC. Procurei fazer a narrativa em ordem cronológica, com idas e vindas. Na segunda parte do livro, dedicada ao Direito, o advogado-trineto Geraldo Lavigne de Lemos discorre sobre sua importância jurídica. Você, leitor, pode contribuir com esta obra, que se pretende coletiva. Aponte erros, contribua com novas informações e escreva para nosso e-mail filinto.bastos2022@gmail.com .
Ninho Moraes, filho de Heloisa, neto de Cora-mãe, bisneto de Filinto.
A CAMINHADA NO RASTRO DOS PASSOS DE FILINTO BASTOS
A curiosidade é uma coisa engraçada. Nos motiva e nos cativa. Sempre fui curioso em saber das origens das minhas famílias, a paterna Bastos e a materna Caldeira. Mas não fui forte o suficiente para buscar estas origens no seu tempo devido. Principalmente por parte da minha bisavó materna – a querida vó Aninha, como a chamávamos. Apesar de muitas pesquisas, não descobrimos sua real ascendência, fato que me deixou – e me deixa – muito triste. Talvez por isso, comecei a procurar informações para montar a Árvore Genealógica da Família Bastos, que começou no século 19 com o português João Justiniano Ferreira Bastos, vindo da Cabeceira dos Basto – sem S – para Feira de Santana. Era meu tataravô. A união do filho de João, Filinto Justiniano Ferreira Bastos, com Carolina da Silva Rocha montou o tabuleiro. As primas Isadora e Maria Luiza e a pesquisadora Rita Trabuco foram peças-chave. O xeque mate foi o encontro com o primo Ninho Moraes, que estava começando a preparar um Romance Histórico sobre a vida e obra de Filinto Bastos. Ele, de São Paulo, eu de Florianópolis, combinamos um encontro em Salvador. Com apoio logístico de Isadora – que participa da empreitada desde o início – fomos conhecer e visitar locais por onde Filinto Bastos tinha passado, vivido, trabalhado, morado. Chegamos a caminhar 11 quilômetros por ruas e ladeiras. Foi um dos melhores momentos que vivi. Descobrir Salvador e descobrir a importância de Filinto Bastos para a Bahia e para o Brasil me deixam muito orgulhoso. Parabéns, Ninho, pelo trabalho incansável que estás fazendo. Fico feliz em poder te ajudar, nem que seja um pouco. Com a ajuda de todos, vamos vivenciar, hoje, a vida do nosso querido bisavô Filinto Bastos.
Fernando Bastos Filho, filho de Fernando, neto de José, bisneto de Filinto.
NA BUSCA PELA POÉTICA DE FILINTO BASTOS
No meio do caminho, bem no meio do caminho da minha vida acadêmica, encontrei o amor pelo abolicionista e poeta romântico Filinto em quem, a dureza de um período insano, o fez compor Cena Comum – e com a leveza de ser F.B. Natural da mesma cidade do ilustre jurista e sob orientação do professor Adeítalo Pinho, fiz minha pesquisa. Ler a biografia escrita por Fernando Alves foi um privilégio inenarrável. Buscas e conversas com inúmeras pessoas me ajudaram a encontrar Isadora Leal, de Salvador, também natural de Feira, simpática e atenciosa, marca da família.Na sequência, passei a acompanhar a montagem da Árvore Genealógica que começava a ser montada por Fernando Bastos Filho, de Santa Catarina, e a escritura de um livro meio-biografia, meio romance histórico, de Ninho Moraes, de São Paulo. São os bisnetos em ação. Tenho visitado instituições – Museu Casa do Sertão, Biblioteca Julieta Carteado, CEDOC, Cúria Metropolitana, Igreja Matriz de Feira de Santana, Igreja e Cemitério Piedade de Humildes, Arquivo Público Municipal e IHGS – e conversado com professores. Em Salvador, também busquei instituições e arquivos. Mas a visita mais significativa aconteceu em 18 de março de 2018 na casa de veraneio na ponta de Humaitá, Cidade Baixa, comprada em 1917 por Filinto Bastos – e hoje ainda da família. Ainda busco palavras para descrever esse momento. Ainda sinto o vai-e-vem das ondas, trazendo a paz e equilíbrio que também norteou o viver do poeta. Visitar o espaço foi e é a melhor semente desse plantio que ainda está no início. As surpresas positivas foram e são imensas a cada descoberta sobre o menino, sobre o estudante das primeiras letras, sobre o seminarista, sobre o estudante de direito, sobre o presidente da Sociedade Abolicionista, sobre o poeta, o advogado, o juiz, o professor catedrático e o desembargador. E, acima de tudo, o filho, o pai, o tio, o avô e o amigo de todos. É enriquecedor estudar a vida e obra de Filinto Justiniano Ferreira Bastos e visitar espaços de tão significativas vivências. Conhecer o seu amor pelos ‘tabuleiros de alecrins’.
F.B. certamente seria torcedor do "Touro do Sertão".
Fica aqui o enigma para quem ler "A Vingança do Vaqueiro", na parte final do livro...
Rita Trabuco defendeu mestrado com a monografia O poeta Filinto Bastos: Romantismo, Abolicionismo e Memória na Feira de Santana dos séculos XIX e XX na Universidade Estadual de Feira de Santana (2019).
FONTES DE PESQUISA
INSTITUIÇÕES
Academia de Letras da Bahia / ALB - Salvador
Associação Filinto Bastos - fundada em 1º de maio de 1947 por ex-alunos dos Seminários Católicos de Salvador - BA
Câmara Municipal de Feira de Santana - BA
Fundação Casa de Jorge Amado / Largo do Pelourinho - Salvador - BA
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo / FDUSP - São Paulo - SP
Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia / UFBA - Salvador - BA
Fórum Filinto Bastos - Feira de Santana - BA
Grupo de Estudos Literários Contemporâneos da Universidade Estadual de Feira de Santana / UEFS - Feira de Santana - BA
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia / IGHB - Salvador - BA
Cedoc (Centro de Documentação) - jornal A Tarde / Salvador - BA
Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia / MAS - Salvador
Ordem Terceira de São Francisco / Salvador - BA
APOIOS DAS FAMÍLIAS
Família Caldeira Bastos / Florianópolis - SC
Família Bastos Solano / Rio de Janeiro / Espírito Santo
Família Borja / Salvador - Bahia
Família Lavigne de Lemos / Ilhéus - Bahia
Família Alcântara Leal / Alagoinhas e Salvador - Bahia
Família Leal de Moraes / São Paulo - SP
Família Pinto de Queiroz / Salvador - Bahia
AGRADECIMENTOS
Aleilton Fonseca - membro da ALB - Salvador - BA
Alexandra Vieira de Carvalho Santana - Estudos Afro-Orientais - UFBA
Ana Angélica Vergne de Moraes (in memoriam) - neta de Pedro Vergne de Abreu
Antônio Rodrigues de Freitas Júnior - professor associado Direito - USP
Bruno Lopes do Rosário - coordenador do Arquivo da ALB - Salvador - BA
Carlos Brito - secretário de planejamento da Prefeitura de Feira de Santana - BA
Carlos Melo - historiador e memorialista de Feira de Santana - BA
Carla Balmant Andrade - Cartório da Vitória - Salvador - BA
Célia Zaffarolle - conselheira seccional OAB - SP
Claudio Queiroz - advogado - Salvador - BA
Cleidiana Ramos - curadora do Cedoc (Centro de Documentação) - jornal A Tarde - BA
Eduardo Borja - parente
Fernando Pinto de Queiroz - (in memoriam)
Ivan Alex Teixeira Lima - Gabinete do Governo do Estado da Bahia
Jayme Baleeiro - parente
José Carlos Franco
Jorge Boucinhas - professor FGV - SP
Julio Cesar de Sá da Rocha - Diretor da Faculdade de Direito da Bahia
Maria Luiza Lavigne Alves & Bosco Moraes Alves - parentes
Rubem Coelho - arquivista do Cedoc (Centro de Documentação) - jornal A Tarde - BA
Stella Leal de Moraes - parente
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
João José (Dão) Caldeira Bastos, advogado e professor, e Marina Deggau, professora - arquivistas informais de parte do acervo de José Rocha Ferreira Bastos (filho de FB) - Florianópolis - SC
Jorge Lordello (in memoriam) - Associação Filinto Bastos - Salvador-BA
Gildásio (Gil) Xavier (in memoriam) - advogado - Salvador - BA
Lucia Bastos Abraham - professora e arquivista informal de parte do acervo de José Rocha Ferreira Bastos (filho de FB) - Florianópolis - SC
Raul Lomanto Neto - Estudioso e memorialista de Amargosa - BA